Pavimentos Cimentícios Industriais

Aplicação de sistemas cimentícios para reparar, regularizar e renovar pavimentos de betão sem demolição. Argamassas de reparação, autonivelantes de regularização e camadas de desgaste de base cimentícia, como pavimento final ou como base para revestimentos em resina.

A SANALFOUR aplica pavimentos cimentícios em todo o Portugal continental, com planeamento técnico rigoroso e execução faseada, para reduzir paragens e impacto na operação.

O que são pavimentos cimentícios?

São revestimentos à base de cimento modificado com polímeros, aplicados sobre uma laje de betão existente. Os polímeros melhoram a aderência ao suporte, a resistência à flexão e a trabalhabilidade, e permitem espessuras muito finas, impossíveis com uma argamassa tradicional.

Ao contrário do betão afagado, que é a própria laje trabalhada à superfície, um sistema cimentício é uma camada nova que se liga ao betão existente. Na mesma família há também um sistema híbrido, o poliuretano-cimento, que junta resina de poliuretano e carga cimentícia para ambientes químicos e térmicos exigentes.

Sistemas cimentícios que aplicamos

Critério Argamassa de reparação Autonivelante de regularização Autonivelante de desgaste
Espessura habitual 5 a 50 mm, localizada 3 a 30 mm 5 a 15 mm
Função Reparar buracos, bordos de juntas e zonas degradadas Nivelar e preparar a base para outro revestimento Pavimento final para tráfego
Acabamento À vista ou revestida Leva sempre revestimento final Selado ou polido
Reabertura De 2 a 24 horas, conforme a presa Revestimento após 1 a 7 dias Tráfego total ao fim de cerca de 7 dias

Valores indicativos, que dependem do sistema e são confirmados na proposta técnica.

Pavimento cimentício ou em resina?

Os sistemas cimentícios são normalmente a opção mais económica para grandes áreas e grandes espessuras. São permeáveis ao vapor, o que os torna mais tolerantes à humidade do suporte, e têm um aspecto mineral. Em contrapartida, são porosos se não forem selados e têm menor resistência química: os ácidos atacam o cimento.

Critério Cimentício Epóxi Poliuretano-cimento
Espessura 3 a 50 mm 0,3 a 5 mm 4 a 9 mm
Humidade do suporte Tolerante, permeável ao vapor Exige suporte seco Tolerante
Resistência química Baixa, média com selagem Alta Alta
Superfície Porosa sem selagem Contínua e impermeável Contínua e impermeável
Tempo até tráfego total Cerca de 7 dias, horas nas versões rápidas 24 a 72 horas 24 a 48 horas
Custo por m² Mais económico Intermédio Elevado

Quando há exposição química, higiene exigente ou lavagens frequentes, o sistema indicado é o pavimento epóxi industrial ou o poliuretano-cimento.

Quando faz sentido escolher um sistema cimentício?

  • Quando é preciso regularizar desníveis antes de aplicar um revestimento em resina.
  • Quando a laje tem buracos, bordos de juntas partidos ou zonas degradadas, e se quer reparar sem demolir.
  • Quando se pretende renovar um pavimento de betão gasto com uma nova camada de desgaste.
  • Quando a humidade do suporte não permite, para já, um sistema em resina.
  • Quando se trata de armazéns ou zonas de logística sem exposição química e com orçamento contido.

Autonivelante cimentício: pavimento final ou base?

Nem todo o autonivelante cimentício serve de pavimento final. Os de regularização criam uma base plana, mas não aguentam o desgaste do tráfego e levam sempre um revestimento por cima. Os de desgaste têm resistência à abrasão e à compressão suficientes para ficar à vista, selados ou polidos. A comparação entre autonivelante em epóxi e de base cimentícia está na página de pavimento autonivelante.

Setores onde é mais aplicado

  • Logística e armazéns sem exposição química
  • Indústria transformadora ligeira e oficinas
  • Reabilitação de naves industriais antigas
  • Garagens e parques interiores
  • Retalho e showrooms com acabamento mineral
  • Preparação de suportes para revestimentos em resina

Como aplicamos, fase a fase?

  1. Visita técnica: levantamento de cotas e desníveis, medição da humidade e da resistência superficial do betão.
  2. Preparação mecânica do suporte por granalhagem ou fresagem.
  3. Reparação de fissuras, buracos e bordos de juntas.
  4. Primário ou ponte de aderência.
  5. Aplicação da argamassa ou do autonivelante, com bombagem em grandes áreas.
  6. Protecção durante a cura contra correntes de ar, sol directo e secagem rápida.
  7. Reprodução e selagem das juntas da laje existente, para evitar fissuras reflectidas.
  8. Selagem, polimento ou revestimento final, conforme o sistema.

Espessuras e prazos de cura

A espessura depende da função: 3 a 30 mm para regularizar, 5 a 15 mm para uma camada de desgaste e até 50 mm em reparações localizadas. Em pavimentos com cotas a respeitar, como portas, cais e ralos, a espessura final define-se no levantamento inicial.

Os sistemas de presa normal admitem tráfego pedonal ao fim de cerca de 24 horas e tráfego total em cerca de 7 dias. Os de presa rápida reduzem estes prazos para algumas horas, o que permite reparações pontuais sem parar a operação. Antes de aplicar um revestimento em resina por cima, é preciso esperar que a humidade da camada cimentícia desça até ao valor exigido pelo sistema.

Manutenção e durabilidade

A limpeza faz-se com detergentes neutros ou alcalinos. Produtos ácidos atacam o cimento e devem ser evitados. A selagem de superfície renova-se periodicamente, conforme o tráfego, para manter a superfície fechada e fácil de limpar. As reparações localizadas são simples e rápidas. Para intervenções em pavimentos já em serviço, veja manutenção e reabilitação de pavimentos.

Perguntas frequentes sobre pavimentos cimentícios

Qual a diferença entre um pavimento cimentício e betão afagado?
O betão afagado é a própria laje, trabalhada à superfície durante a betonagem ou depois dela. Um pavimento cimentício é uma camada nova aplicada sobre um betão já existente, para o reparar, nivelar ou renovar.

Um autonivelante cimentício pode ficar como pavimento final?
Os autonivelantes de desgaste, sim, selados ou polidos. Os de regularização não: servem de base e levam sempre um revestimento por cima.

Pode ser aplicado sobre betão com humidade?
É mais tolerante do que as resinas, porque é permeável ao vapor. Se for revestido depois com epóxi, a humidade volta a ser um critério decisivo e tem de ser medida.

Resiste a produtos químicos?
De forma limitada. Os ácidos atacam o cimento, e a selagem só melhora parcialmente a resistência. Com exposição química, escolhe-se epóxi ou poliuretano-cimento.

Quanto tempo até poder circular?
Nos sistemas de presa rápida, algumas horas. Nos de presa normal, cerca de 24 horas para tráfego pedonal e cerca de 7 dias para tráfego total.

É mais barato do que o epóxi?
Para regularizar ou renovar grandes áreas, é normalmente a opção mais económica por m². Quando é preciso impermeabilidade e resistência química, a resina acaba por compensar.

Agende já a sua visita técnica

Cada projecto começa com uma visita técnica ao local. Avaliamos o estado do pavimento, as condições de aplicação e os constrangimentos operacionais, para propor a solução certa e um plano de execução claro. Veja também os restantes serviços de pavimentos industriais. Se está a comparar soluções, veja em que casos escolher epóxi, autonivelante ou betão afagado.